Foi-se o tempo em que o computador era praticamente o único equipamento conectado à internet dentro de casa. Hoje, a realidade é bem diferente. As casas estão cada vez mais conectadas com celulares, televisores, videogames, computadores e uma série de dispositivos inteligentes que dependem da internet para funcionar.
Robôs aspiradores, assistentes virtuais, lâmpadas inteligentes, sensores de presença, fechaduras digitais e câmeras de segurança são alguns exemplos de equipamentos que passaram a fazer parte da rotina de muitas famílias.
Essa evolução trouxe mais praticidade para o dia a dia, assim como aumentou a quantidade de dispositivos utilizando a rede ao mesmo tempo. Com isso, entender quais aparelhos consomem mais internet e como manter uma conexão estável se tornou cada vez mais importante.
Quais dispositivos mais consomem internet?

De acordo com Claudio Machado, Gerente de Operações da Loga, a chamada Internet das Coisas (IoT) mudou o perfil de consumo dos clientes.
“A chamada internet das coisas (IoT), que se trata da conexão de objetos comuns do dia a dia à internet, mudou o perfil de consumo dos clientes, visto que antes a rede era utilizada apenas para navegação em sites e redes sociais. Nesse novo cenário, as câmeras de segurança são as que mais consomem dados, já que precisam enviar informações ininterruptas para a nuvem durante 24 horas por dia. Logo após no ranking, vêm os streamings de vídeo em alta qualidade (HD), principalmente os conteúdos ao vivo.”
As câmeras de segurança conectadas, por exemplo, podem consumir uma quantidade significativa de dados porque enviam imagens continuamente para sistemas de armazenamento em nuvem. Quanto maior a qualidade da imagem e mais tempo o equipamento permanece transmitindo, maior pode ser o consumo.
Os serviços de streaming de vídeo, especialmente conteúdos ao vivo e em alta resolução, também exigem bastante da conexão. Filmes, séries, transmissões esportivas e outros conteúdos em alta qualidade precisam de uma rede capaz de entregar dados continuamente para evitar travamentos.
Além deles, videogames, videochamadas e diversos dispositivos inteligentes também contribuem para o uso da internet dentro de casa.
Muitos dispositivos conectados podem prejudicar a conexão?
Ter vários aparelhos conectados não significa necessariamente que a internet ficará lenta. O resultado depende de fatores como a velocidade contratada, a capacidade do roteador, a quantidade de dispositivos em uso simultaneamente e a forma como o sinal Wi-Fi é distribuído pela residência.
Uma casa com diversos equipamentos conectados pode exigir mais da rede, principalmente quando vários deles estão realizando atividades que demandam bastante dados ao mesmo tempo.
Imagina uma família em que uma pessoa está em uma videochamada, outra assiste a um filme em alta qualidade, uma terceira joga online e, ao mesmo tempo, câmeras de segurança continuam enviando imagens para a nuvem. Nesse cenário, a estrutura da rede precisa estar preparada para lidar com todas essas demandas.
Como manter uma conexão de internet mais estável?
Uma das recomendações para quem possui muitos dispositivos conectados é reiniciar o roteador periodicamente. A orientação é fazer isso, por exemplo, a cada 15 dias, ajudando o equipamento a renovar seu funcionamento e eliminar possíveis acúmulos temporários de informações.
Também é importante posicionar o roteador em um local adequado, preferencialmente em uma região mais central da residência e longe de obstáculos que possam dificultar a propagação do sinal.
Mas, em imóveis maiores ou com muitos ambientes, apenas posicionar o roteador corretamente pode não ser suficiente.
Wi-Fi 6: mais eficiência para casas conectadas
Uma alternativa para melhorar a experiência de conexão é utilizar equipamentos compatíveis com Wi-Fi 6, uma geração recente da tecnologia Wi-Fi.
O Wi-Fi 6 foi desenvolvido para lidar melhor com ambientes que possuem vários dispositivos conectados simultaneamente. Entre suas tecnologias estão o OFDMA (o Acesso Múltiplo por Divisão de Frequência Ortogonal) e o MU-MIMO (Múltiplos Usuários, Múltiplas Entradas e Múltiplas Saídas), que ajudam a organizar melhor a comunicação entre o roteador e os diferentes aparelhos conectados.
Na prática, isso significa uma rede mais preparada para uma casa moderna, onde diversos equipamentos utilizam a internet ao mesmo tempo.
Segundo dados técnicos, o Wi-Fi 6 pode alcançar taxas de transferência de até 9,6 Gbps, enquanto o Wi-Fi 5 pode chegar a aproximadamente 3,5 Gbps em condições ideais.
Wi-Fi Mesh ajuda a ampliar o sinal pela casa
Outra tecnologia que pode melhorar a cobertura da internet residencial é o Wi-Fi Mesh.
Diferentemente de uma rede Wi-Fi tradicional, que depende principalmente de um único roteador, o Mesh utiliza dois ou mais pontos de acesso que trabalham juntos para distribuir o sinal por diferentes ambientes.
Essa solução pode ser especialmente útil em casas grandes, apartamentos maiores ou imóveis onde o sinal do roteador não consegue alcançar todos os cômodos com boa qualidade.
O Wi-Fi Mesh também ajuda os dispositivos a se conectarem ao ponto que oferece a melhor comunicação conforme o usuário se movimenta pela casa.
Como explica Claudio Machado:
“É muito comum que o sinal de internet varie de um lugar para o outro da casa, mas a rede Mesh minimiza esse efeito porque a tecnologia se conecta ao dispositivo que está mais próximo e com um sinal de maior qualidade. É uma troca de conexão rápida e imperceptível.”
Wi-Fi Mesh e repetidor são a mesma coisa?
Apesar de terem objetivos parecidos, Wi-Fi Mesh e repetidor não funcionam da mesma maneira.
O repetidor recebe o sinal do roteador e o retransmite para uma área mais distante. Já uma rede Mesh utiliza diferentes pontos que trabalham juntos para formar uma única rede.
Por isso, em uma casa maior, o Mesh pode proporcionar uma experiência mais uniforme, evitando que o usuário precise trocar manualmente de rede ao passar de um ambiente para outro.
Uma casa conectada precisa de uma rede preparada
Com a expansão da Internet das Coisas, cada vez mais equipamentos dependem da conexão para funcionar, e isso requer uma internet residencial que acompanhe essa transformação.
Para além de contratar uma velocidade alta, é importante considerar a estrutura da rede dentro de casa. Roteador adequado, Wi-Fi 6, Wi-Fi Mesh, posicionamento dos equipamentos e quantidade de dispositivos conectados são fatores que podem influenciar diretamente a experiência.
Afinal, em uma casa onde tudo está conectado, a internet também precisa estar preparada para acompanhar o ritmo da rotina.
Mais dispositivos, mais possibilidades e uma conexão preparada para tudo isso. 🧡






